domingo, 2 de janeiro de 2011

Açores - parte 1

Acordei cedo ainda de noite (para variar), à espera da boleia que me levaria ao pesqueiro, que não tardou em chegar. Algum tempo depois encontrava-me sozinho, no meio do nada com uma lanterna na cabeça, junto ao mar a apanhar sustos à medida que os coelhos “levantavam” à minha frente. Continuei a longa caminhada por um trilho que supostamente me levaria ao tal spot.



Aguardei até o dia clarear mais um pouco e comecei a pescar a superfície mas depressa percebi que não me safava, então decidi mudar para uma Maria para sondar o pesqueiro e logo nos primeiros lançamentos, quando a amostra já vinha quase a sair da água, sinto um toque e tento ferrar automaticamente. Vi que era peixe pequeno e pensei logo tratar-se de uma pequena anchova, mas, qual não é o meu espanto quando ao suspender o peixe vinha um sargo pendurado na última fateixa da Maria.



Já tinha ouvido falar de spinning aos sargos, agora, com um jerkbait de 14 cm? Só mesmo nos Açores! Peixes vorazes aqueles…
Bem lá continuei a pesca, e desta vez com uma Duo Surf 130, outro toque, outro sargo, outro toque, e mais um.
Enfim, não tinha acordado cedo para ir apanhar sargos, acabei por mudar de pedra e ainda apanhei uma anchovinha!




Foi um dia estranho este, pelo menos para mim pois nunca me tinha acontecido algo do género.

Um abraço e bom ano novo

2 comentários:

  1. Boas Artur,

    já ouvi falar dessas historias.... mas nunca me aconteceu...

    A pesca é isso mesmo, a imprevisibilidade dos acontecimentos...

    Abr, Matos

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  2. Os Açores são um paraíso para o spinning, embora esta não seja (nem de perto nem de longe) a melhor altura do ano!
    Boa sorte!

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